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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A história de Hilário, o ilustre

Hilário era um distinto senhor que vivia cercado de amigos. Hilário era muito legal, e sempre referia-se aos amigos como ilustre.
- Hilário, quanto tempo!
- Ô, Gelson! Quanto tempo mesmo! Como vai?
- Tudo certo! É o seguinte, Hilário. Consegui aquele contato que você precisava para abrir a sua lanchonete...
- Ah, que beleza. Você é um ilustre mesmo!

Foi assim que começou a mania de chamar os amigos de ilustre.
Certa feita, Hilário inaugurou a sua lanchonete. A “lanchonete do Hilário”.
Todos os clientes que chegavam, Hilário chamava de ilustre. Todos mesmo.
Dois anos se passaram, e a lanchonete de Hilário já estava famosa na cidade. E todo mundo era ilustre.

Seu amigo Gelson achou interessante a mania que Hilário tinha de chamar todos de ilustre, e passou a se referir a Hilário como ilustre também.
Os clientes ouviam Gelson chamar Hilário de ilustre e começavam a chama-lo assim também. O ilustre da história acabou sendo o Hilário, que gostou do apelido e mudou o nome da sua lanchonete para “Lanchonete do Ilustre”.

Como Hilário era o ilustre, não podia continuar a chamar os clientes e amigos disso. Logo, Hilário teria que achar outra forma carinhosa de se referir a eles.
- Ilustre, traz outra cerveja! – gritou Gelson.
- Opa! É pra já!
- Por falar nisso, o banco liberou aquele dinheiro pra reforma da lanchonete.
- Ah, que beleza. Você é um abençoado mesmo!

E assim Hilário, o ilustre, achou uma nova forma de chamar os amigos e clientes. Era abençoado pra lá, abençoado pra cá.
Seu amigo Gelson achou interessante a nova mania de Hilário de chamar todos de abençoado, e passou a se referir a Hilário não mais como Ilustre, mas como Abençoado.

Os clientes ouviam Gelson chamar Hilário de abençoado e começavam a chama-lo assim também. O abençoado da história acabou sendo o Hilário.
A lanchonete de Hilário, o abençoado, estava indo de vento em popa.

Certo dia, Hilário achou que seria bacana para a imagem da sua lanchonete um show de humor. Ele contou essa idéia para Gelson, que concordou.
Gelson disse para o Abençoado que conhecia um humorista muito bom, e que poderia apresenta-lo. O Abençoado aceitou. Três dias depois, o tal humorista apareceu para se apresentar.

O Abençoado adorou tanto aquele humorista, que decidiu contrata-lo:
- Ah, que beleza. Você é um hilário mesmo!

Conto baseado em um personagem real de Canoinhas-SC.

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