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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ainda não encontrei o meu 42

Há muito tempo, alguns seres pandimensionais criaram o maior computador do mundo (chamado de Pensador Profundo) para que este calculasse a resposta fundamental, a grande resposta para a vida, o universo e tudo mais. O computador disse que demoraria sete milhões de anos para calcular a resposta.


Sete milhões de anos depois, os mesmos seres pandimensionais voltaram.
- Você calculou a resposta?
- Calculei, mas vocês não vão gostar.
- Vamos, diga nos! Estamos ansiosos! - diziam os seres pandimensionais.
- Então está certo. Depois não diga que não avisei. A resposta para a vida, o universo e tudo mais é...


Criou-se aquele suspense.
- Diga logo!
- 42. - respondeu o Pensador Profundo.


A cena descrita aqui em cima é o mote da "trilogia" de cinco livros "O Guia do Mochileiro das Galáxias", do inglês Douglas Adams.
Muita gente odiou isso, chegando ao fim dos livros esperando uma explicação para essa resposta mas nada.
Douglas Adams, em mais uma de suas genialidades, fez uma crítica ao ser humano que sequer sabe o que quer da vida. Todos queremos uma resposta, mas nem sabemos a pergunta.


O imenso labirinto que é a vida
Durante todo o processo, descobri que esse 42 é a resposta da vida do personagem principal, o Arthur Dent. E assim deve ser, cada pessoa deve ir em busca do seu próprio 42. É por isso que existe a vida.
O que você faz da vida é a pergunta que está sendo formulada.


Mas aí é que está o cerne da questão.
Um bom emprego? Muito dinheiro? A casa própria? Uma família? Morar no sítio? Ter amigos? Ser famoso? Ter um filho?
O que fazer da vida para encontrarmos o nosso 42?
O ideal seria testar todas as possibilidades, mas isso não é impossível?


Este post deve ser um daqueles momentos de filosofia que temos quando beiramos os 30, mas só sei que ainda não encontrei o meu 42.


Para terminar, lembrei-me de uma cena do quarto dos cinco livros, o "Até Mais e Obrigado pelos Peixes", em que os personagens vão até um planeta para ver a última mensagem de Deus à sua criação. E espantam-se com ela:
- Desculpem-nos o transtorno.


Transtorno? Não imagina o quanto. desculpado... Mas um dia eu vou cobrar isso do Senhor, hein?!

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