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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Da arte de não ser galanteador

6 de outubro de 2009.
7h da manhã. No terminal, enquanto esperávamos o ônibus:

- Oi.
- Oi.
- O que você está lendo?
- "As mentiras que os homens contam", do Luis Fernando Veríssimo.
- Hum, legal. Eu já li! Como se chama?
- Jennifer, e você?
- Finito Carneiro.
- Prazer.
- O prazer é todo meu. Eu escrevo, sabe?
- É mesmo?
- É, sim. Já escrevi um livro, e gosto de escrever contos. Já compararam os meus textos aos do Luis Fernando Veríssimo.
- Sério? Eu gostaria de ler algo seu.

O olhar fixo na boca dela fez com que não saísse nada mais da minha...

[Silêncio eterno por uns seis minutos... De repente, o ônibus chega e abre a porta]

- Preciso ir. Tchau.
- Tchau, Jennifer.

Por um instante odiei o fato de ser comparado ao Veríssimo, e não ao Don Juan de Marco.

Veríssimo: "Já te compararam a mim, mas não sou tão devagar quanto você! Rá Rá!"

2 comentários:

Michele Matos disse...

Ela estava lendo Veríssimo, então ela prefere os bem humorados, você que foi lerdo mesmo. Teve toda chance do mundo.
=)

Jeferson Perrot disse...

Fudeeeuuuuuuuu!!!!! rsrsrsrs
Pô perdeu Fino!!
:) hahaha