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quinta-feira, 30 de julho de 2009

De como uma saudade virou um arrependimento para toda a vida

Jeferson encontra Camila na porta do colégio. Há anos não a via, e a saudade bateu no mesmo momento em que fitou seus lindos olhos.

- Oi... quanto tempo, hein?
- Jé, que saudades! - disse Camila, sorrindo com a presença do amigo.
- Pois é... E você, hein? Continua gatinha...
- E seus pais, como estão?
- Tão ótimos e os seus?
- Também...
- Mas e aí, vamos sair qualquer dia desses?
- Ah... Pode ser.
- Que tal neste sábado?
- Ah, não. Tenho que estudar...
- E no domingo?
- Vou à missa.
- E segunda?
- Segunda?
- É, na segunda.
- Segunda não.
- Na terça, então.
- Humm... não. Tem o Casseta e Planeta.
- Na quarta?
- Quarta eu tenho prova à noite.
- Humm...
- Ah... essa semana não!
- E no sábado?
- Sábado pode ser!
- Então fechado!
- Ah, não... lembrei que tenho compromisso. Vou ter que ir na festa da catedral.
- Eu também vou nessa festa. Com quem você vai?
- Vou sozinha. Minha mãe falou que eu preciso sair um pouco.
- Eu também vou sozinho.
- Ahh... que pena. Vamos ter que marcar nossa saída outro dia, então.
- Pois é, pena mesmo.
- Mas então até mais, preciso ir.
- Até, Camila. Beijo.
- Beijo.

Então Jeferson volta pra casa. Dez anos depois ele vai se lembrar dessa cena e vai passar o resto de sua vida se arrependendo do que (não) fez.

2 comentários:

Tatiana Lazzarotto disse...

poxa, que merda, hein?
o jeferson devia ser feio pra caramba.

Michele Matos disse...

O Jeferson é um bobo. Mas ela nem valia a pena não, era enjoada demais.