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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Meus dias são uma comédia trágica

Sabe aqueles filmes da Pantera-cor-de-rosa, em que Peter Sellers só se mete em confusão, só se dá mal, mas de um jeito tão patético que a gente não pára de rir?
Pois é... Me vejo muito no papel do inspetor Jacques Clouseau, que Sellers fazia tão bem. Ou então no papel do Chaves, do Mr. Bean. Até mesmo do personagem mais perdedor do Jerry Lewis.

Segunda-feira passada chegou a máquina de lavar. Minha namorada me incutiu de instalá-la. Pois bem, na terça-feira de manhã, enquanto ela trabalhava, lá fui eu instalar o novo maquinário.
Era simples: bastava colocar a mangueira da máquina na torneira e zás!
A dificuldade já começava aí, pois a mangueira era mais grossa que a torneira. Então corri seis quadras acima até a casa das torneiras e comprei um "pluguezinho".
Cheguei em casa e fui experimentar o tal plugue que comprei. Deu certinho na mangueira da máquina.

Mas a torneira ainda era menor.

Corri as seis quadras acima novamente e fui comprar outro plugue. O tiozinho da casa das torneiras me disse que não existia plugue menor que aquele.
Eu já estava meio atrasado para fazer o almoço, então comprei outra torneira.

Voltei para casa e passei na vizinha para emprestar um tanque, pois lá em casa não tinha. Ela deixou eu entrar e, quando fui desplugar o cano que ligava o tanque de cimento à parede, eu fiz o favor de quebrá-lo. Fiquei com o cano na mão e olhando para a vizinha com cara de idiota.

A cara de idiota era minha, não da vizinha.

Pedi mil perdões, disse que compraria outro. Ela disse "Tudo bem".
Depois, o marido dela e eu levamos o tanque e o deixamos ao lado da máquina de lavar roupas.
Agradeci a ajuda do cavalheiro e tirei a torneira antiga para instalar a nova. Quando terminei de encaixar a torneira nova, ouvi um ruído: "Trac!".
Além de quebrar o cano da casa da vizinha, ainda tive o desprazer de quebrar a torneira recém-comprada.

Deixei tudo de lado e fui fazer o almoço.

Hoje de manhã, voltei aos afazeres maquinais. Então, subi novamente as seis quadras acima e comprei outra torneira. Dessa vez, uma de ferro mesmo. (Quem foi o idiota que inventou a torneira de plástico?)

Voltei para casa e instalei, com tudo o que tinha direito: Fita veda-rosca, lacinho vermelho e fogos de artifício.
Coloquei a roupa suja na máquina e liguei. Daí, me lembrei que precisava plugar o cano do tanque na parede de casa, ou no chão. Fiquei procurando pelo dito buraco por onde escorreria a água suja, mas não o encontrei. (O pedreiro deve ter se esquecido disso...)

Resultado final: a máquina despejando água suja no tanque, e eu segurando um balde, esperando ele encher para colocar outro balde no lugar e esvaziar o cheio.

3 comentários:

Anônimo disse...

Foi por causa da máquina, então?
q coisa...

olha aki!! disse...

cara mim indentifikei contigoOO man !! assim mesmo acontece comigoOO diretoO!! rsrsrs

olha aki!! disse...

cara mim indentifikei contigoOO man !! assim mesmo acontece comigoOO diretoO!! rsrsrs