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domingo, 6 de abril de 2008

Réquiem para Pepino Circense

Cenário: Floresta. Árvores caindo de medo.
Habitantes: Doces bárbaros matando-se uns aos outros. Formigas atrasadas e cigarras correndo para o velório.
Material cenográfico: Velas de Sto. Antônio.

ATO I - ODE À LOUCURA

O coral prepara a vossa prece. O solista começa.

Solista: Sou louco?
Coral responde: (Não!)
Solista - com as duas mãos na face: Não sou louco.
Coral responde: (Sim!)

Todos: Ou será que o mundo é demais normal?
Os homens: Abra a cabeça
As mulheres: Não seja espantalho
O filho do prefeito: Colha os louros!
Os meninos de rua perguntam: Que louros, seu louco?
O filho do prefeito vira-se para o líder da gangue e diz: Os louros, sua besta!
O líder, envergonhado, pergunta: Os louros. Sou besta?

Todos - cantando:
Você que é normal
Nunca chegará ao final!

A CORTINA SE FECHA (APLAUSOS)

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