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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Em busca de Cuba perdida

No final da semana passada, meus pais embarcaram para Cuba, onde nadarão nas melhores praias do Caribe.

Não é a primeira viagem internacional que fazem, afinal de contas, aposentadoria é para isso mesmo. Quando estiveram na Argentina, me trouxeram uma camiseta do River Plate, sem falar nos inúmeros balacobacos em que a figura do Che perdura. Durante estadia na Espanha, um boné do Barça, uma toca do Barça, um cachecol do Barça e muitas outras coisas do Barça, sem falar nos presentes comprados ao longo do Caminho de Santiago. No Paraguai, além de uma flauta transversal, uma camiseta do Cerro Porteño.

(Quero deixar bem claro que, apesar de eu ser acostumado a ganhar várias camisetas de times de futebol mundo afora, não sou nada ligado ao esporte)

Esse negócio de presentes nunca mexeu comigo. Nunca, até hoje.
Meu pai me mandou um email contando como está por lá: disse que beberam daiquiris naquelas praias com mar azul do Caribe, disse que quase conseguiram ver o Fidel, disse que Cuba é bastante diferente do que se lê na revista Veja (eu não leio!), disse que não viu mendigo nem prostituta e disse que sim, lá só tem carro dos anos 50.

Mas a questão não é essa. O que me aflige depois desses pensamentos todos é: o que eles vão trazer para mim?

Uma caixa de charutos? Mas, pô! Parei de fumar antes mesmo de ter nascido.
Só me resta uma certeza: agora que liberaram celular lá na ilha, talvez meus pais tragam um celular cubano para mim.

Um comentário:

Vivi disse...

Se trouxerem charutos, eu aceito!(rs)
Sobre Cuba, muitos amigos que foram, tiveram outra visão. Talvez seus pais estejam fazendo somente a parte "Cuba turismo", e sendo assim, não há o que falar, o lugar é realmente lindo.