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terça-feira, 29 de abril de 2008

Um papel para quem já está cagado

É incrível como a gente só vai atrás de um papel higiênico depois que já estamos cagado.
Toda a minha vida, até hoje, foi desse jeito: depois que eu percebo que realmente estou precisando de algo, é que vou atrás.
Os termos "Seguro morreu de velho" e "Um homem prevenido vale por dois" sempre passaram longe de mim. Onde eu estava, eles passavam e nem davam tchauzinho.

Por exemplo: o tempo em que eu costumava frequentar a escola e o colégio.
Acho que, desde a segunda série do primeiro grau, até o terceirão, eu sempre fiquei de recuperação. É aquela velha história de só perceber que estou cagado depois que começo a feder.
Meus pais sempre vinham com a mesma história: "Filho, você ficou o ano inteiro bagunçando, conversando e sei lá mais o que. Agora estude pra não reprovar."
Eles nunca entenderam que eu passei o ano inteiro fazendo o meu social.

Alguns anos depois, minha namorada me deu um ultimato: "Ou procura um emprego ou te largo!". A gente só recebe ultimatos depois que já estamos com a corda no pescoço (para não repetir a história do cagado).
Eu estava muito vagabundo, sabe? Se, pelo menos, eu estivesse um vagabundo legal, cheio de aventuras, tipo Carlitos. Mas não...

Hoje mesmo, bem na hora de vir pro jornal (Sim, gente. Arranjei o tal trabalho), começou um toró. Eu já estava com um pé para fora de casa quando veio a enxurrada. Minha namorada não se fez de rogada, passou a mão no cabelo, levantou-se do sofá e veio calmamente com a pérola do dia. Aquela que me deu a idéia para o post de hoje:

"Cadê aquele guarda-chuva que você disse que ia comprar na semana passada?"

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