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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O Código do vinte - parte I

E hoje começa o meu conto "O Código do vinte", em várias partes.
É uma história ao melhor estilo Dan Brown, com um desfecho surpreendente.
Então, vamos para a primeira parte:

O CÓDIGO DO VINTE - PARTE I

A mulher que trabalha todo sábado no sobrado mais bonito da rua estranhou a porta de entrada entreaberta. Está acordado? Mas já? – pensa a mulher, admirada com a boa disposição do patrão em acordar cedo num dia de descanso. Ainda mais se tratando de um professor universitário, tendo que lidar com diferentes tipos de alunos. Ela conhece muito bem o patrão e sabe que ele vive reclamando deles. A mulher entra, limpa os pés no tapete, caminha pelo piso de mármore da grande sala retangular com o olhar fitado no aparelho de som e estranha o fato de não estar ligado, como de costume. Vai até a cozinha, onde começa o serviço doméstico. Como não havia muita louça para lavar – seu patrão mora sozinho – a mulher logo trata de preparar o café da manhã.

Após alguns minutos, ela estranha o total silêncio da casa e fica incomodada. Vai ao quintal, imaginando que o patrão possa estar exercendo mais um de seus estranhos hobbies, mas só encontra os aparelhos que ele usa para praticar a jardinagem.

Incomodada ainda mais com o silêncio – seu patrão costuma cantar no chuveiro, dar passadas pesadas ao caminhar pela casa e ligar o rádio durante a manhã – a mulher vai em direção à sala e não o encontra. Pensando se tratar de uma brincadeira, ela prepara seu coração para levar um susto do patrão escondido em algum canto da casa.
Ao chegar à lateral da sala, prestes a subir para o segundo andar do sobrado, a mulher vira a cabeça para a escada com piso de madeira e dá um grito desesperador. Ela levanta o olhar para o corrimão acima, onde tem uma corda amarrada sustentando pelo pescoço um corpo do lado de fora da escada. O corpo do seu patrão.

3 comentários:

Rico Zaraki disse...

sombrio hein?
aguardamos ansiosos a continuação...abraço

tiozaum disse...

esse é o problema de deixar cordas espalhadas por aí com um nó pronto para enforcamento...

alguém pode acidentalmente subir em uma delas e colocar o pescoço por curiosidade e pular pra ver oq acontece =\

Leilona, amor do Finito disse...

Eu concordo com o tiozão..e com o Rico, não concordo e nem discordo, muito pelo contrário....