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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A ironia da nudez

Linda e dona de um corpo escultural. Essa é a definição que muitos homens dão para Cláudia. E ela é, realmente, uma mulher que mexe com o imaginário masculino e provoca inveja nas mulheres.
Mas Cláudia não é feita só de beleza exterior, e sim, de inteligência e roupas que se moldam perfeitamente às suas curvas.


Certa feita, Cláudia fez mais uma de suas visitas à loja de roupas que mais lhe agrada. Entra e, como de costume, cumprimenta todas as vendedoras. Como de costume também, os vendedores, Jeferson, o segurança, o dono e todos os clientes homens ficam boquiabertos com a perfeição em forma de mulher que entra na loja, tão sorridente.

A vendedora, com um pingo de inveja e ódio, olha para o belo corpo de Cláudia e oferece um vestido que acabara de chegar à loja. Cláudia olha o vestido e diz que vai ao vestiário experimenta-lo.

Nesse ínterim, Jeferson, o segurança da loja, sobe as escadas que dão direto na sala da segurança, onde se via um monitor desligado. Ao ligá-lo, o segurança, que dias antes escondeu uma câmera no vestiário feminino, admira Cláudia tirando a sua roupa. Cláudia era uma mulher de se apaixonar. Ao vê-la só de lingerie, Jeferson morre de vontade de descer e pedi-la em casamento.

Findo o espetáculo, Jeferson tira a fita que acabara de gravar com as imagens de Cláudia e guarda em seu armário. Desce correndo as escadas a tempo de ver a bela mulher despedindo-se de todos, com um “tchau” primaveril.

No outro dia, Cláudia recebe um telefonema de uma amiga sua, dizendo que havia acabado de receber por e-mail um vídeo dela só de calcinha e sutiã num provador de uma loja. Na mesma hora, Cláudia abre o seu e-mail, e constata também ter recebido.

Cláudia volta à loja soltando palavras e mais palavras de baixo calão, coisa impensável de sair daquela boca tão graciosa. As vendedoras se assustam, mas depois concordam com a mulher ao saberem do motivo.

“Como ele pôde fazer isso?” – diz uma vendedora.
“Sempre desconfiei daquele Jeferson” – diz a outra.
“Será que ele também já filmou a gente?” – preocupa-se a terceira.

Cláudia sai da loja gritando mais palavrões, diz que vai trazer a polícia, o seu advogado e que todo mundo vai para a cadeia.

Alguns meses depois do acontecido, Cláudia, que nunca mais tinha voltado àquela loja, resolve retornar. Ao chegar no lugar, fica sabendo que o segurança Jeferson havia sido demitido. Todas as vendedoras chegam ao redor da mulher, cumprimentando-a e perguntando mil coisas. “Oi, meninas. Só passei para dizer que estou mudando de casa e deixar um exemplar para cada uma.”

Cláudia, que depois de ter sido filmada semi-nua por uma câmera escondida no provador da loja, distribui para as vendedoras exemplares de uma famosa revista masculina a qual acabou fazendo um ensaio fotográfico, nua.

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