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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Finito na Bolívia - parte I

Resolvi adaptar o blogue aos devaneios dos guias de turismo que vemos por aí. Na nossa primeira viagem, um passeio pelas paisagens de um país que fica a mais de 3000 metros de altura do nível do mar. É muito alto!
Remexendo no velho baú de recordações, me deparei com um álbum de fotografias datado de Janeiro de 1999. Ao abrí-lo, notei que se tratava de várias fotografias de quando meus pais e eu fomos visitar um país um tanto quanto misterioso para mim.

Eu, no auge dos 17 anos, visitando a Bolívia? Quer experiência melhor prum perfeito piá de bosta? É perfeito! Logo eu, que até então só tinha conhecido o Paraguay, e olhe lá. A Bolívia é bem melhor.

Bem, pelo menos é mais longe.
Vou resumir um pouco a nossa saída:

Saímos de Gorpa-PR num ônibus todo caidasso da Expresso Nordeste direto pra Cascavel. Chegando lá, embarcamos num da Eucatur e só fomos parar em Campo Grande. Da capital do Mato Grosso do Sul, partimos para Corumbá, uma cidade que fica bem na divisa com a Bolívia. Pegamos um táxi e cruzamos a fronteira com nossos passaportes orgulhosos.

Enfim, estamos na Bolívia! Eu, brasileiro, em outro país. Que emocionante! O taxista nos deixou numa cidade chamada Puerto Quijarro. Eu só queria saber qual era a boate bombada do lugar, queria sair à noite e dar uma de brasileiro pegador. Foi aí que descobri que nessa cidade só tinha um trem, um vendedor de picolé, um hotel e alguns funcionários.

Pronuncia-se Quirrrrrrrarrrrrrro.

Fomos para o hotel, né. Fazer o que? No outro dia, de manhã, tivemos de comprar as passagens de trem através de cambistas (é o jeitinho boliviano). A estação de trem estava um tanto quanto deserta, achei que só nós três íamos viajar. A saída do trem estava marcada para o meio-dia. Fomos dar uma passeada na cidade. Andamos três quadras e não havia mais nada. Voltamos ao hotel, comemos nosso almuerzo e voltamos à estação. Só que, dessa vez, ficamos pasmos(!). A estação estava lotada!
Aglomeração em Congonhas? Precisa ver a estação de Quijarro.

Tá! Resumindo um pouco mais, embarcamos no trem rumo à uma cidade chamada Santa Cruz de la Sierra. Sabe aquela música do Almir Sater?
"Enquanto esse velho trem, que atravessa o Pantanal
Rumo a Santa Cruz de la Sierra"
Então. É ele! E Santa Cruz de la Sierra é a segunda cidade da Bolívia, só perde pra capital.
Esse trem a qual embarcamos é o tal do trem de la muerte. O porquê do nome não quero nem saber. Só sei que aconteciam muitas coisas bizarras nesse trem, e tive que presenciar uma cena muito esdrúxula. Quer banheiro? Pra quê?
Essa é a melhor maneira de fazer xixi durante a viagem no trem da morte.

Mas é claro que, quando a fome batia, o trem oferecia serviço de bordo. Ao parar numa estação que ficava no meio do nada, milhares de vendedores de churrasquinho, limonada num balde de metal, frango assado e muitas outras iguarias do paladar andino, apareceram para saciar nossas fomes.

Dona Florinda, servindo um Frango Fru-fru para o Professor Linguiça.
Então, meus camaradas, estão gostando da viagem? A segunda parte dessa epopéia sensacional pela Bolívia é só amanhã, com direito à lhamas, lago Titicaca e muita titica.

4 comentários:

disse...

Que legal Thi! Aparece sempre!!! E assim, "veia poética" é um tanto bem grande de exagero, eu tenho sim é uma vida desocupada, uma cabeça cheia de caraminholas e um computador velho pra carái. Mas Tá certo. Ah! E eu nunca fui nem pro Paraguai. Beijos :)

disse...

Mais um negócio, vou por um link lá no meu blog pro teu, pode né? De qualquer forma vou por antes mesmo de vc autorizar..rs.

Tiozaum disse...

A bolívia deve ser legal... mas ela lá, e eu aqui no Brasil... acho q assim a nossa relação não corre o risco de acabar :D

Thaisa disse...

Há há há, bela descriçao eim, pensar que eu passei por isso tudo e até vi as crianças fazendo xixi,bom, quando der um tempinho podemos viajar pra lá. Muito legal seu blog primo, me "parto de la risa".